quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Proud

Eu tenho orgulho.
Orgulho dos amigos que tenho.
Orgulho de conhecer pessoas em Santa Catarina.
Orgulho de conhecer pessoas em Salvador.
Orgulho de conhecer pessoas em Minas Gerais.
Orgulho do namorado que tenho.
Orgulho do conhecimento musical que tenho.
Orgulho de saber os segredos do meu melhor amigo.
Orgulho em poder interver na vida afetiva dele.
Orgulho da minha mãe saber quem eu sou de verdade.
Orgulho do meu pai ser reconhecido em tudo que faz.
Orgulho do meu gato.
Orgulho de meu amigo dizer que eu sou o mais sensato nos relacionamentos. (!!!)
Orgulho de ser estudante de RTV.
Orgulho da minha memória.
Orgulho de ser um GPS humano.
Orgulho da minha visão.
Orgulho da minha percepção.
Orgulho do meu cigarro.
Orgulho por ficar longe das modinhas.
Orgulho do meu iPod com a tela quebrada.
Orgulho dos meu colegas da faculdade.
Orgulho de ser simpático sem ser falso.
Orgulho de falar que todos meus amigos do facebook eu conheço pessoalmente.
Orgulho pelo Kellan Lutz e pela gostosura dele.
Orgulho por amar a Britney Spears.
Orgulho por gostar do Ronnie Von.
Orgulho de saber manter uma conversa.
Orgulho por gostar de aviação.
Orgulho por gostar de Hip-hop.
Orgulho por gostar de Soul.
Orgulho do meu celular verde.
Orgulho por ter gasto 300 reais pra ver a Britney dublar.
Orgulho de ter um blog mesmo que ninguém saiba da existência dele.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Envy

Eu tenho inveja.
Inveja de quem trabalha num escritório o dia todo sem ver ninguém.
Inveja de quem trabalha em um café e vê várias pessoas todos os dias.
Inveja de quem viaja.
Inveja de quem tem 100 mil milhas disponíveis para voar pra onde quiser.
Inveja de quem viaja pela Europa, mesmo que seja para um único país.
Inveja de quem vai pra Orlando somente para fazer compras.
Inveja de quem viaja nas férias de julho para a Disney e os parques da Universal.
Inveja de quem muda de casa como muda de roupa.
Inveja de quem tem dinheiro.
Inveja de quem tem carro.
Inveja de quem tem dinheiro mas não tem carro.
Inveja de quem tem carro mas não tem dinheiro.
Inveja de quem tem cartão gold.
Inveja de quem tem Amex.
Inveja de quem mora em Salvador.
Inveja de quem mora no Rio de Janeiro.
Inveja de quem mora em Porto Alegre.
Inveja de quem conhece pessoas em Buenos Aires.
Inveja de quem dá dicas de lugares para fazer em vários lugares.
Inveja de quem está do lado dele.
Inveja de quem anda no carro dele.
Inveja de quem liga pra ele.
Inveja de quem recebe a simpatia falsa dele.
Inveja de quem tem visto americano.
Inveja de quem tem parentes em outros lugares.
Inveja de quem mora longe.
Inveja de quem tem a família próxima.
Inveja de quem mora em apartamento.
Inveja das pessoas frescas.
Inveja das pessoas que vivem ao lado dele.
Inveja das pessoas que ele abraça.
Inveja das pessoas que ele beija.
Inveja das pessoas que ele se apaixona.
Inveja das pessoas que foram no show do Mayer Hawthorne.
Inveja de quem assina Vida Simples.
Inveja das pessoas na fila do check-in da Trip.
Inveja de quem se gaba por ter perfume importado.
Inveja de quem não se gaba por nada e acha que tudo aquilo de extravagante que ela tem é normal.
Inveja de quem usa óculos.
Inveja da cama dele.
Inveja das pessoas que têm chuveiro de alta pressão.
Inveja de quem não tem inveja.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Neste blog nota-se que sou um pouco bipolar. Horas posto coisas com a autoestima lá em cima e em outras só falta escorrer lágrimas do monitor (que são a maioria). Mas o fato é: não estou feliz e nunca fui. Plenamente, digo. Alguns dizem que é impossível ter uma felicidade plena, sem nenhum empecilho mínimo que seja, mas eu acredito que é possível.
Ok, meu caso é o mínimo de infelicidade que tem. Existem pessoas com a vida bem mais difícil que a minha, na minha família mesmo, por exemplo. Uma prima esses dias foi espancada pelo namorado que dividia o mesmo teto há meros 15 dias. Ela deve estar bem mais infeliz que eu. Mas pelo menos ela teve fases mais felizes que eu tive. Pelo menos ela se iludiu com um cara que -além de ser lindo- mostrava gostar bastante dela e até compraram um apartamento juntos.
Mas e eu? Sempre vivi no mesmo teto que meus pais, sempre consumindo o dinheiro deles. Sempre fui apaixonado por uma pessoa que não me deu a chance de mostrar o quanto eu amo (mas eu ainda tenho esperanças). Sou muito esperançoso. O que meus amigos admiram muito em mim: ter esperança, ser paciente e sonhador.
Minha mãe me disse que eu tenho que parar de ficar me comparando com os outros. "Ele viaja todo ano pros EUA, e eu aqui.", "Fulano arrumou um emprego na área dele, e eu aqui.", "Ela ficou um ano em Londres, e eu aqui". Mas porra, com 21 anos, sem emprego e sem algum sonho alcançável na vida eu não posso fazer nada além disso.
Eu planejo muita coisa. Quando saio com meu amigo, tomo um café, uma cerveja e fumo uns cigarros, o que mais fazemos é planejar. Viagens, lugares novos, bairros onde vamos morar, com qual dos gordinhos barbudos irei estar, onde iremos gastar nosso (tão sonhado) dinheirinho... Tudo. Mas pra isso precisa-se de dinheiro. E para fazer dinheiro precisa-se trabalhar. E para trabalhar preciso de uma oportunidade. E aí volta tudo pro começo. É um ciclo. Quando vai acabar? Não sei. Espero que seja logo.


Take a flick before the worlds up on this shit

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Olhar as fotos não irão adiantar, ficar pensando em tudo que passou também não.
Estou apaixonado, sempre fui apaixonado, com idas e vindas, sempre fui. Sempre amei, gostei, venerei, quis pra mim, quis pros outros, quis com todo mundo. Mas mais precisamente pra mim, como ocorreu há um tempo.
Outro está tentando pegar o seu lugar, mas até hoje não vi resultado, olha que chegou bem perto, mas eu ainda penso em como seria perfeito se fosse como eu quero. Nunca é como eu quero, eu tenho que me conformar. Mas não aprendo. Sempre quero o primeiro, o mesmo, ó único, o que todos amam, o que todos querem, o que eu quero.
Eu quero dar um fim nisso, pode ser um fim bom ou um fim "ruim", em que a minha parte não seja tão danificada quanto já foi. Não por culpa da outra parte, mas por única e exclusivamente minha. De não souber -desde o princípio- administrar esse afeto tão grande. Tão devastador.
Eu penso que o melhor remédio é a distância, porém é a mesma que me faz ficar mais perto, mais propenso a fazer aquilo que não posso, que não devo (mais) fazer.
Cara, é triste. Quando eu penso que não, sim.