quinta-feira, 14 de março de 2013

Você ama, você sofre, você morre por dentro, você acha uma saída, você supera, você vive novamente. 
Nem tudo é perfeito, há sequelas. Há um pouquinho de cada etapa em você. Há restos de sentimentos que você quer que outra pessoa ou alguma coisa supra essa necessidade de preencher esta lacuna. E aí vem a etapa do recomeçar. A busca de alguma coisa ou alguma pessoa que supra essas necessidades começa.
Achou? Ótimo!
Reconquiste, adapte-se, faça com que não se importe, finja que gosta do assunto que você na verdade não gosta, tolere, agrade, envie sms bonitinhos, tente ajudar, seja positivo.
Você se esforça, você dá todo de si. A resposta que você tem é: "vamos fazer que aconteça naturalmente". Mas você quer agora, você quer que sua necessidade seja suprida neste exato momento. Você quer afeto, cafuné, beijos calorosos antes da aula, depois da aula, conversas jogadas fora ás seis da tarde, caminhadas sem rumo, pagar caro no café para ter a companhia do outro, a singela tolerância com seu cigarro. 
Depois você percebe que tudo isso gasta tempo, dinheiro, paciência, bom humor...
Aí você se cansa e começa a buscar coisas materiais para suprir estas necessidades. 
E, olha... Meus fones de ouvido novos chegaram na hora certa!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Left Behind

2012 eu vou deixar muita coisa. Coisas que eu sempre quis viver, sonhos que eu finalmente vivi, de todos os sentidos. Porém, alguns deles eu tenho que deixar guardadinho neste ano. Foram bons, foram ótimos, foram maravilhosos. Mas hoje não soam mais como coisa boa, e para não deixar que arruine de vez, vou deixar que 2012 cuide dele.
Por isso que deixei pra trás.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Push it.

Gosto de lembrar.
Hoje apareceu no meu feed que meu primo se casou e eu lembrei exatamente do dia que aquele outro se casou. Mensagens de felicidades na timeline, desejos de sucesso, aquelas coisas piegas, pior que aniversário. Aí me lembrei quase que exatamente do sentimento que eu sentia. Ah, como era horrível. Acho que o pior sofrimento que alguém são pode passar.
Mas hoje eu só lembro. Sem sentir nada. Mágoa, desespero, raiva, medo, aflição, nada. Que estranho. Viajar me fez bem mesmo.
Ainda que eu acho que dois meses é pouquíssimo tempo pra 'superar' uma coisa dessas, eu acho que já posso dizer que superei. Aqueles testes estão dando certo, nunca mais senti nada ao olhar as fotos. Acho que minha mente está o tratando como mais um dos que não deram certo e esqueceu do sentimento avassalador que eu sentia. Acho que ainda sinto, mas a distância e o bloqueio que eu fiz para não pensar nisso me impedem de sentir. Melhor!
Só não posso ficar assim pra sempre e bloquear todo mundo que aparece em minha porta.



Ding Dong

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Time.

Há exatos três anos houve um acontecimento que mudou minha vida completamente. Costumo dizer que o que era antes era só um ensaio, depois disso tornou-se a peça de fato. Tal acontecimento me deu vontade de criar um blog para que eu pudesse compartilhar meus sentimentos com alguém, mesmo não divulgando, mesmo escrevendo tudo às escuras, para que ninguém me julgasse diretamente. Somente os que leem (poucos, bem poucos), os que entendem, sabe o que eu passei (e estou passando).
Nos últimos dois anos eu só lembrava como a data cinco de novembro de dois mil e nove tinha mexido comigo, hoje pela primeira vez resolvi pensar no que eu vivi de três anos pra cá. Foram muitas coisas. Gozado que só depois desta data eu comecei a sentir a vida de fato. Estranho, né?
Tudo que eu vivi foi válido para o cara que eu sou hoje. Aprendi muito, e ignorei muitas coisas também. Tudo que eu queria era ter o meu primeiro post de volta, lembro que foi muito intenso, por isso foi deletado. O que eu sinto hoje ainda é intenso, mas aí penso que as coisas não são do mesmo jeito que eram há três anos, e nem quero que seja. Mas meu desejo era que tudo aquilo evoluísse e hoje seria o cara mais feliz do mundo. Por um lado foi bom: me deu a oportunidade de ver que meus sonhos podem se modificar e minha ideia de vida perfeita também. Me deu aquela oportunidade de namorar uma pessoa que não me respeitava e aprender com isso. Me deu a oportunidade de conhecer aquele noivo que mora na Europa, que me fez muitíssimo feliz, mas hoje não mais. Me deu a oportunidade de ver que sexo não substitui carência afetiva.
O que sobrou de lá pra cá? Uma pessoa que me confunde com um mexicano; uma que prefere não ter nada comigo porque sou uma pessoa boa; uma que me liga toda e qualquer hora inoportuna; uma outra, que é de longe, que fala que vai casar e está muitíssimo feliz com seu noivo 10 anos mais jovem; uma que está muitíssimo feliz também com seu namorado americano que fala português... Eu continuo na mesma.
Mas não o mesmo.